quarta-feira, 11 de junho de 2025

 Jukinha: um novo canto para o Nordeste


Por Fernando Inácio

O sertão é feito de vozes. Algumas sussurram entre as folhas secas da caatinga, outras gritam em forma de aboio, de repente, de repente, surge uma voz que abraça o Nordeste inteiro. Essa voz é de Jukinha, artista inquieto, criador de sons, palavras e afetos. Agora, ele chega com um novo trabalho que é, antes de tudo, um manifesto de amor ao seu chão.

Seu novo projeto — ainda guardado como joia rara, mas já vibrando nas entranhas da música autoral — mergulha fundo na alma nordestina. Traz ritmos que dançam entre o forró raiz e a modernidade dos sintetizadores, sem nunca abandonar o cheiro de terra molhada e o som do tamborete arrastando na calçada. Jukinha canta o que vive, vive o que canta, e transforma cada música em retrato de um povo que resiste com alegria.

Neste novo momento, ele vai além da melodia: constrói narrativas, denuncia silêncios, valoriza personagens anônimos do sertão — o feirante, o vaqueiro, a rendeira, o sanfoneiro — e faz da arte um território de memória e pertencimento. É como se ele dissesse: “O Nordeste é poesia que respira, e eu sou só mais um cantador nessa travessia”.

O trabalho de Jukinha é sertão com sede de futuro. Traz crítica social, mas também esperança. Mostra que a cultura popular não está no passado, mas pulsando no presente, viva, forte, reinventada.

Aguardamos o lançamento como quem espera a primeira chuva do inverno: com ansiedade, fé e certeza de que vai brotar coisa boa. Porque quando um artista como Jukinha se propõe a cantar o Nordeste, o que nasce é mais que música — é resistência, é beleza, é raiz.

A Arte que Brota do Sertão: Resistência, Poesia e Esperança

Por Fernando Inácio

Em cada esquina de Cajazeiras há um gesto artístico guardado. Pode ser o aboio do vaqueiro que acorda o dia, o bordado firme da rendeira que enfeita a alma ou a zabumba que anuncia a chegada de junho — esse tempo tão nosso, onde a fé dança com a tradição.

A arte nordestina, tão marcada pela resistência, floresce mesmo na seca, mesmo na dor. E é nessa terra rachada de sol que brotam as mais belas histórias, cheias de humanidade, poesia e vida. É aqui que o barro vira santo, a madeira vira sanfona e o povo vira poesia.

Desde os meus 12 anos, quando descobri o palco como morada, venho tentando traduzir esse sentimento sertanejo em arte. Seja com o teatro, o circo, a dança ou a literatura, minha missão é uma só: contar as histórias do nosso povo com a verdade de quem vive com o coração fincado no chão da caatinga.

Não se trata apenas de cultura, mas de identidade. Quando um menino se vê em um personagem da feira, quando uma menina se reconhece na figura da lavadeira, é aí que a arte cumpre seu papel. E por isso sigo, com os pés no sertão e os sonhos nas estrelas, acreditando que a cultura é a arma mais bonita que o povo tem.

Este blog é mais um cantinho onde deixo minhas pegadas, meus registros e meus sonhos. Aqui, compartilho memórias, projetos, reflexões e, principalmente, o amor por essa terra que me fez artista — e me faz, todos os dias, sertanejo.


sexta-feira, 16 de maio de 2025

Histórico Artístico e Cultural – Fernando Inácio da Silva

Fernando Inácio da Silva nasceu em 1986, na cidade de Diadema, São Paulo. Desde 1991, reside na cidade de Cajazeiras, no sertão da Paraíba, onde construiu uma sólida trajetória cultural, educacional e artística.


É bacharel em Administração e possui Licenciatura em Pedagogia, com especialização em Gestão e Docência no Ensino Superior. Atua como professor de artes, tendo colaborado com diversos projetos sociais, como o PETI, Projovem e Mais Educação, além de lecionar em diversas escolas e instituições da cidade de Cajazeiras.

É membro da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB/PB), destacando-se como músico percussionista, ator, palhaço, contador de histórias, perna de pau, compositor, poeta e escritor. Seu repertório de atuação é amplo e diversificado, transitando entre ensino, artes cênicas, dança, marketing cultural e empreendedorismo criativo.

Recebeu diversas homenagens e títulos honoríficos, entre eles:

Título de Cidadão Cajazeirense, concedido pela Câmara Municipal de Cajazeiras;

Título de Cidadão Benemérito Cajazeirense (2019);

Título de Cidadão Paraibano (2021), reconhecendo sua relevante contribuição à cultura do estado.

Foi homenageado com o nome de turma da Faculdade Faceopa, em Uiraúna-PB, e já integrou o Conselho Municipal de Cultura, sendo também Ex-Presidente da Associação Cajazeirense dos Produtores Culturais e ex-sócio ativo do Rotaract Club de Cajazeiras.

Como artista, participou do filme “O Sonho de Inacim”, atuando ao lado de nomes como José Wilker e Marcélia Cartaxo. É autor do livro “Eu, Inácio e Poesias” e do cordel “As Aventuras do Negrão – O Poder da Adoção”, obras que refletem sua vivência sertaneja e sua sensibilidade poética.

Em 2020, foi membro da Academia Internacional de Licenciatura Brasileira e suplente no Conselho Estadual de Cultura da Paraíba.

Se apresenta e se define como um servo da cultura nordestina e paraibana, sendo hoje um dos nomes mais atuantes na cena artística da região.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Meu verso vai pra marte em 2026 pela Nasa

 Já pensou um verso indo pra marte numa missão oficial da nasa?

Eu tive essa ideia já que tem um site onde podemos colocar o nosso nome e nosso nome ir para marte pensei porque não um verso simples

Tentei uma forma e consegui e agora meu pequeno verso vai pra marte em 2026 numa missão oficial pra Marte espero que os marcianos gostem kkkk .

Meu primeiro verso indo pra marte falando sobre cordel que é amor sempre.

Mas isso não é exclusividade, você também pode mandar seu nome pra marte além de receber um cartão de embarque confirmando o embarque do seu nome no meu caso o meu verso.

Pelo site:  https://mars.nasa.gov/participate/send-your-name/future



quarta-feira, 24 de maio de 2023

Fui Eleito membro correspondente da Academia de Cordel do Vale do Paraíba


  Estou Muito honrado em está nessa academia onde tenho vários amigos que sou fã,  e que me ensinam tanto nessa nobre arte de ser cordelista que um dia quero chegar aos pés de vários nessa casa que luta tanto é que faz um trabalho  maravilhoso no Brasil e no mundo.

Gratidão por me aceitarem nessa casa e quero contribuir com muito trabalho 

   A Academia de Cordel do Vale do Paraíba – ACVPB nasceu por ocasião das comemorações do sesquicentenário de nascimento do pai do Cordel brasileiro, o poeta Leandro Gomes de Barros, inicialmente composta por 28 poetas, completando-se posteriormente as 40 cadeiras. A entidade elegeu por aclamação com primeiro presidente o cordelista Sander Lee, secretariado por Fábio Mozart e tendo na tesouraria o poeta Antonio Costta.

   A assessoria de imprensa ficou a cargo do jornalista Dalmo Oliveira e Valdemir Almeida assumiu como Relações Públicas. Entre os objetivos da ACVPB está o resgate do folheto de cordel, o estabelecimento do cordel nas escolas, as oficinas de cordel, para a disseminação da arte secular, com foco na estrutura de rimas, oração e metrificação, apoio aos novos cordelistas na editoração e disseminação das suas obras, a regularidade de Saraus, com recitais de poetas cordelistas, participação e fomento de feiras de Cordel, parceria com as instituições culturais, para a mobilização de eventos culturais.



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